Carlos Chagas 100 anos da nova doença tropical

20 de fevereiro de 2009


Há 100 anos Carlos Chagas anunciava a descoberta de uma nova Doença Tropical

Em abril de 1909, o médico e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano Chagas (1878-1934) comunicou a descoberta, em Lassance, Minas Gerais, de uma nova doença tropical, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi (também por ele descrito) e transmitida por um inseto conhecidocomo barbeiro, que proliferava nas casas das populações pobres nas áreas rurais. O triplo descobrimento (vetor, patógeno e doença humana) foi comemorado como "grande feito" da ciência nacional e uma das glórias do Instituto de Manguinhos, do qual Chagas era pesquisador.

Retirado da revista Ciência Hoje.

Nova Síndrome

Uma nova síndrome que atinge membros superiores e inferiores deve entrar nos manuais e livros de medicina em breve. E isso graças a estudos feitos em uma família do Rio Grande do Norte por pesquisadores brasileiros.
O nome do novo quadro genético provavelmente soará complicado mesmo para especialistas: agenesia/ hipoplasia de fíbula associada a oligodactilia e outros defeitos. Esse conjunto de termos significa que o portador desse disturbio genético poderá ter, entre outras manifestações, ausência de dedos nos pés, unhas defeituosas e falta ou formação incompleta de dois ossos da perna, a fíbula e o fêmur.
Acredita-se que as causas podem estar ligadas a um gene autossômico (não ligado ao sexo) ou a problemas causados pela tradição de casamentos entre membros da mesma família.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo, da universidade Federal do Rio Grande do Norte, de instituições potiguares e da Universidade de Utah (Estados Unidos).

Retirado: American Journal of Medical Genetics

Quem vem primeiro: o OVO ou a GALINHA?

5 de fevereiro de 2009


Este é um problema retórico que aparece sem soluçao apenas se desconsiderarmos a evolução dos organismos como descrita por Charles Darwin há quase 150 anos. Antes que as galinhas surgissem, outros animais já se reproduziam por meio de ovos. Assim, o ovo, como estrutura reprodutiva, surgiu antes da galinha. Tendemos a pensar que a reprodução por meio de ovos, fora do corpo da mãe (oviparidade), seja rara entre animais. Na verdade, dar à luz filhotes vivos (viviparidade), processo usado por mamíferos, mas presente até em anfíbios e répteis, é a exceção entre os animais. É dentro do ovo que acontece o desenvolvimento do embrião (embriogênese). Após a eclosão, os animais crescem, amadurecem sexualmente e produzem mais ovos.


(trecho da revista Ciência Hoje)

Temperatura corporal do feto dentro do útero materno


A temperatura corporal humana média é de 37°C, e a do feto humano é superior à materna de 0,3 a 0,5°C. O aquecimento acima dessa temperatura pode pertubar o processo fisiológico normal do feto, causando, por exemplo, alteração de reações metabólicas ou da migração neuronal ou mesmo morte celular. As consequências são mais graves se essa mudança acontecer no primeiro e no início do segundo trimestres da gestação, quando se dá a organogênese, período em que ocorrem divisões e especializações celulares.

A elevação natural da temperatura do corpo da mãe é utilizada, em pesquisas, para estimar os riscos ao embrião causados pela elevação da temperatura fetal. Embora o risco seja muito pequeno no caso de elevações minímas de sua temperatura, nunca é igual a zero. A elevação estimada de 1°C acima da temperatura basal fetal durante cinco minutos tem risco de aproximadamente 0,004% para anomalias discretas e de aproximadamente 0,048% para anomalias maiores.

Estudos que avaliaram os efeitos da temperatura materna acima de 38,3°C, por pelo menos 24 horas, no primeiro e início do segundo trimestres, demonstram maior risco para anencefalia (ausência total ou parcial da abóbada craniana), microcefalia (menor crescimento cerebral) e deficiência mental.

Maria de Lourdes Brizot


(retirado da revista Ciência Hoje)

Fósseis do maior dinossauro brasileiro




As obras de duplicação da rodovia BR 050, em Minas Gerais, ajudaram, sem querer, a mudar a história da paleontologia brasileira. Durante escavações realizadas a 30Km do centro da cidade de Uberaba foram encontrados os fósseis de três indivíduos de uma nova espécie de dinossauro, o Uberabatitan ribeiroi, o maior já encontrado no Brasil. O Titanossauro tinha em torno de 20 m de comprimento, até 3,5 m de altura e um peso estimado de 16 toneladas. O estudo foi realizado por pesquisadores do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Museu dos Dinossauros de Uberaba e da Universidade Nacional do Comahue (Argentina). O período de escavação durou de 2004 a 2006 e a reconstituição do animal durou mais dois anos. Os resultados da pesquisa foram divulgados na revista inglesa Paleontology.




(Texto retirado da revista Ciência Hoje -vol 43)